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A VIAGEM DE DARWIN E CICLO DE PALESTRAS – 29 DE MAIO – FINAL DA EXPOSIÇÃO

E no próximo Domingo, 29 de Maio, encerra a exposição A Viagem de Darwin. Se ainda não a visitaram, não percam a últimas oportunidade!

A exposição encerrará com mais um fantástico ciclo de palestras, desta vez sob o tema “A origem do Homem”:

15h30 – Bracinha Vieira: Darwin e a evolução humana.

“Depobvis que delineou, na Origem das espécies por selecção natural (1859), o mecanismo básico da evolução dos organismos vivos, Darwin desenvolveu num outro livro, A linhagem do Homem (1871), o que representaria a aplicação destes conceitos à origem e evolução humanas. Procurarei analisar os fundamentos da perspectiva darwinista, a sua ressonância na comunidade científica contemporânea e os seus efeitos no senso comum da época.”

António Bracinha Vieira nasceu em Lisboa em 1941. Doutorou-se e agregou-se à Fac. de Medicina da Univ. Clássica, onde regeu Psicopatologia. Nos anos 80 foi convidado a leccionar Etologia na FCSH da Univ. Nova. Concurso para catedrático em 1992, regendo a seu pedido Paleoantropologia. Dirigiu a Sociedade Port. de Etologia.   Publicou: Etologia e ciências humanas (1984, IN/CM), Ensaios sobre a evolução do homem e da linguagem (1994, Fim de Século), A evolução do darwinismo (2009, Fim de Século e: Rio de Janeiro, Vieira & Lent). Publicou cerca de 100 artigos científicos, entre os quais: colaboração na Enciclopédia Einaudi (Lisboa, IN/CM); ‘La logique de la caverne’ (Anais de Etnologia e Antropologia); ‘Grammatical Equivalents of Palaeolithic Tools’ (2010, Theory in Biosciences). Abandonou a Universidade para trabalhar em literatura e em filosofia.

 

16h00 – Augusta Gaspar: A Expressão e a perceção das emoções nos humanos e nos outros animais.

agCom a sua observação perspicaz, Darwin na sua obra de 1872 «A expressão das emoções nos homens e nos animais» inaugura uma linha de investigação que terá grande fulgor apenas a partir de meados do séc. XX, e que se mantém hoje ainda atual e fervilhante, com muitas questões ainda por responder. Viajaremos assim pela investigação da expressão e perceção humanas, pela de outros primatas e mamíferos que com a humanidade partilham uma história evolutiva também da comunicação.

Augusta Gaspar é Professora de Psicologia na Universidade Católica Portuguesa, no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE. Psicóloga e Etóloga (pelo ISPA) e Doutorada em Antropobiologia pela Universidade Nova de Lisboa. Dedica-se ao estudo da expressão facial de humanos, chimpanzés e gorilas, reúne cerca de 50 publicações (nacionais e internacionais). Após o seu pós-doutoramento em Psicofisiologia e Psicologia Experimental, focou-se na investigação das respostas emocionais humanas e na perceção das emoções humanas e doutros animais.

 

Todos a Oeiras!

A VIAGEM DE DARWIN E CICLO DE PALESTRAS – 15 DE MAIO

Próximas palestras do ciclo de palestras sobre Evolução no Século XXI,  a decorrer no Templo da Poesia em Oeiras, no âmbito da exposição A Viagem de Darwin

15 de Maio: Haplodiplóides, um sexo muito diferente!

15h30

SARA MAGALHÃES: Mais machos ou mais fêmeas? Eis a questão!

smMulheres e homens estão em igual número na raça humana, mas isso não é verdade para todos os seres vivos. Porquê? Experiências com ácaros herbívoros, uma espécie de micro-aranha, podem ajudar a resolver esta questão.

Sara Magalhães licenciou-se na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, doutorou-se na Universidade de Amsterdam, e pós-doutorou-se na Universidade de Montpellier, tendo regressado para a casa de partida em 2008. Neste périplo, o denominador comum tem sido o estudo dos ácaros herbívoros, o seu comportamento, ecologia e evolução. Hoje é investigadora auxiliar no Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c), na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

 

16h00

JOÃO ALPEDRINHA: O estranho mundo dos insetos sociais: cooperação ou conflito?

jaNo seu conjunto, os insectos sociais constituem um dos grupos mais bem sucedidos e prolificos de animais. Definem-se pela divisão de tarefas como manutenção e defesa do ninho, procura de alimento ou cuidados parentais. A vida social, no entanto, apresenta também várias oportunidades para exploração e conflito entre os seus participantes. Aqui vamos analizar alguns exemplos de cooperação e conflito, e as soluções encontradas por selecção natural para a manutenção de sociedades tão complexas como as encontradas em abelhas, vespas e formigas.

João Alpedrinha é um biólogo apaixonado pela diversidade e adaptação dos organismos que nos rodeiam. Doutorou-se pela Universidade de Oxford, onde estudou modelos matemáticos aplicados a conflitos sociais e selecção natural. Entre outros episódios, regressou à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde tudo começou, a trabalhar também com os ácaros da Sara Magalhães.

 

Aqui os cartazes destas e de todas as outras palestras!

NOTA: A última palestra foi antecipada para 29 de Maio