Darwin

Carta da Presidente

Caríssimos sócios,

é com muito prazer que lançamos a primeira Newletter da Sociedade Portuguesa de Biologia Evolutiva (APBE).

Darwin

A Sociedade tem como principais missões: i) garantir o intercâmbio do conhecimento desenvolvido por investigadores, portugueses ou estrangeiros com ligações a Portugal, através da realização de um encontro anual em Portugal; ii) transmitir a importância da investigação em evolução à sociedade civil.

A presente direcção comprometeu-se nos próximos 2 anos, a desenvolver iniciativas que enriqueçam a representatividade do conhecimento gerado na área de Biologia Evolutiva no ensino e investigação em Biomedicina.

A Sociedade é aberta, ou seja: todas as iniciativas, individuais ou colectivas, que os seus sócios decidam propor, de modo a diversificar as linhas de acção da APBE são bem vindas. Transmitir a importância do conhecimento em Evolução à sociedade envolve utilizar os mais diversos mecanismos.

Numa época de dificuldades, como a que Portugal atravessa, muito nos preocupam os obstáculos acrescidos que os investigadores tem que enfrentar neste momento. Mas também acredito que em alturas de stress se criam oportunidades. Dado que a base da Medicina é a Biologia, e a base desta a Evolução, não creio que os biólogos evolutivos devam desesperar face às dificuldades presentes. Várias portas se abrem neste momento, onde a erupção de dados de genomas de vários indivíduos e de várias espécies, e a descrição da composição de microbiomas em diversas circunstâncias, prosperam, à espera de que o conhecimento fundamental acumulado ao  longo de   muitos   anos   de   história,   desde   o   livro iluminador de Darwin e a nova síntese desenvolvida por Wright, Fisher e Haldane até aos mais recentes desenvolvimentos teóricos em Ecologia e Evolução, se apliquem.

Acredito que no momento presente a investigação fundamental em biologia evolutiva tem muito para dar à investigação aplicada, que de forma mais óbvia para a sociedade propõe resolver os seus problemas.

O número de portugueses a realizarem investigação nos melhores institutos do mundo é enorme e as suas contribuições para o conhecimento são um motivo de esperança para todos e para um futuro brilhante da APBE.

 Bem vindos, Isabel Gordo