A VIAGEM DE DARWIN E CICLO DE PALESTRAS – 10 DE ABRIL

Próximas palestras do ciclo de palestras sobre Evolução no Século XXI,  a decorrer no Templo da Poesia em Oeiras, no âmbito da exposição A Viagem de Darwin

10 de Abril: E se as rochas e os fósseis falassem?

15h30

CARLOS MARQUES DA SILVA: Geologia, uma paixão de Darwin.

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Quando pensamos em Darwin vem-nos imediatamente à mente um biólogo trabalhando afincadamente nas Ilhas Galápagos para fundamentar a sua Teoria da Evolução. Contudo, Darwin, mais que um biólogo, era um naturalista e, sobretudo, um naturalista com uma enorme paixão pela Geologia. Na verdade, ele próprio considerava-se um geólogo. As suas primeiras obras publicadas após o regresso a Inglaterra – depois da viagem abordo do HMS Beagle – focavam temas geológicos e mesmo na sua obra biológica mais famosa, “A Origem das Espécies por Meio de Selecção Natural”, a Geologia desempenha um papel fundamental.

Carlos Marques da Silva (n. 1961), Paleontólogo, diplomado em Geologia com especialização em Paleontologia pela Universidade Estatal de Moscovo, M.V. Lomonosov (1986) e doutorado em Paleontologia pela Universidade de Lisboa (2001). É Professor Auxiliar do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde coordena a disciplina de Paleontologia, e Investigador do Instituto Dom Luiz de geociências da UL. A sua principal área de investigação é a Paleozoologia e a Paleobiogeografia dos Moluscos Gastrópodes Neogénicos da região Atlanto-Mediterrânica e das Caraíbas. É co-autor de centena e meia de novas espécies de moluscos Mio-Pliocénicos e actuais de Portugal, Espanha, França, Turquia, Venezuela, República Dominicana, Bahamas e Panamá. É autor e co-autor de mais de uma centena de artigos científicos publicados em revistas da especialidade nacionais e, sobretudo, internacionais.

 

16h00

RUI CASTANHINHA: Ossos duros de estudar: os embriões de dinossauros depois da evolução de Darwin

castanhinhaSabia que os embriões de dinossauros também fossilizam? e que em Portugal existem alguns dos embriões fósseis mais completos do mundo? Vamos fazer uma viagem até ao Jurássico e aprender como podemos usar os fósseis de animais mortos há 150 milhões de anos para sabermos mais sobre a Evolução da vida no nosso planeta e o que o futuro nos reserva.

Rui Castanhinha começou os seus estudos em Biologia na Universidade de Évora tendo concluido a sua tese final sobre Assimetria Bilateral em Dinossauros. O seu interesse em estudar a evolução das espécies tornou-o desde então um investigador do Museu da Lourinhã onde, depois de ter ganho uma bolsa da Jurassic Foundation, estuda vários dinossauros portugueses, em especial os ovos e embriões de dinossauros do Jurássico da Lourinhã. Ao longo dos últimos anos, tem desenvolvido diversas escavações paleontológicas em Portugal bem como em Espanha, Angola, Cabo Verde e Moçambique onde se destaca o Projecto PalNiassa. É doutorado em Biologia Evolutiva através do programa doutoral do Instituto Gulbenkian de Ciência e desde então faz investigação em evolução combinando dados experimentais em embriões de galinha com os fósseis de embriões de dinossauros portugueses do Jurássico Superior.

 

Aqui os cartazes destas e de todas as outras palestras!